Verdade Constante
Ao andar pelas ruas da cidade,
Vejo alguém, não sei a idade,
E enquanto fui me aproximando,
Com meus olhos fui reparando.
Óculos escuros de enfeite não era,
Se apoiar na bengala não fizera,
Ele não via desde pequeno,
Mas nem por isto ele era um ingênuo.
Logo fui me aproximar,
Para que assim ele pudesse me contar,
Como tudo fazia,
E mais que todos ele sorria.
Ao perguntar ele sorriu,
Fui ajudá-lo, pois quase caiu,
Mas breve ja começou,
E tudo tudo ele me contou.
Prestei muita atenção,
Como em tudo se usava o coração,
Com sua bengala tudo sentia,
E seus ouvidos, tudo percebia.
Ao longo da conversa,
Um desejo me dispersa,
Tentar eu também queria,
Será que eu conseguiria?
Meus olhos eu fechei,
Com minhas pernas, andei,
Sem experiencia ter,
Os obstáculos eu não fui perceber.
Ele pediu para mim parar,
Antes que eu pudesse me machucar,
Também me contou o quão burra era a humanidade,
Não sabe nada de sua capacidade.
Como ver ele não conseguia,
Com televisão ele não se iludia,
Na sua mente tinha utilidade,
Ao contrario dos outros que eram pura futilidade.
Tarde já ficava,
Me despedindo eu estava,
Mas com muito orgulho no peito,
Pois uma grande amizade havia feito.
A conversa daquele momento,
Mudou o meu pensamento,
Não existe sentido mais importante,
E isto, é uma verdade constante.
Autor: Ana Carolina Pohl

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